Este espaço foi criado para trocar ideias e atividades da área de Lingua e Literatura, compartilhando com os colegas experiências vividas ao longo da minha profissão.

Língua

Gosto de sentir a minha lígua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesias está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade (...)
(Caetano Veloso)
Mostrando postagens com marcador vestibular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vestibular. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de março de 2012

Atividade escrita - Leitura e Interpretação(4)

Col. Est. Gov. Luiz Viana Filho

Português – Leitura e Interpretação – 3 º ano do Ensino Médio

Texto para as questões de 1 a 6

(...)Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto

Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto

É que Narciso acha feio o que não é espelho

E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho

Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo

Afasto o que não conheço

E quem vende outro sonho feliz de cidade

Aprende depressa a chamar-te de realidade

Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas

Da força da grana que ergue e destrói coisas belas

Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas

Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços

Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba

Mais possível novo quilombo de Zumbi

E os novos baianos passeiam na tua garoa

E novos baianos te podem curtir numa boa

( Caetano Veloso)


1. (PUC-SP) O nome criado para o título dessa composição – Sampa – expressa uma relação entre:

a) São Paulo e Salvador. c) São Paulo e Samba.

b) avenida Ipiranga e avenida São João. d) Avenida São João e Salvador.

2. (PUC-SP) O texto acima constrói uma análise da cidade. Para isso o autor usa, inicialmente:

a) Suas impressões pessoais . c) Informações obtidas de outros.

b) A enumeração de dados importantes. d) A descrição objetiva da cidade.

3. (PUC-SP) O sentido do verso “... é que narciso acha feio o que não é espelho” pode ser encontrado também em:

a) “porque és o avesso do avesso do avesso do avesso”.

b) “à mente apavora o que ainda não é mesmo velho”.

c) “ nada do que não era antes quando não somos mutantes”.

d) “quando eu te encarei frente a frente não vi o seu rosto/chamei de mau gosto o que vi...”.

4. (PUC-SP) O verso “à mente apavora o que ainda não é mesmo velho” revela:

a) O medo que todos os homens sentem da velhice.

b) A ânsia do ser humano pela renovação.

c) A aversão a tudo que já é velho e desgastado.

d) A resistência do homem àquilo que rompe com os padrões já incorporados.

5. (PUC-SP) No décimo quinto verso é estabelecida uma aproximação entre a cidade de São Paulo e o quilombo de Zumbi. Essa relação ocorre porque:

a) Como os quilombos, a cidade é uma fortaleza, onde não se pode entrar livremente.

b) A cidade, assim como o quilombo, repele os que a procuram.

c) São Paulo, assim como o quilombo de Zumbi , representa uma esperança de liberação e de melhores condições de vida.

d) Em São Paulo, como acontece nos quilombos, todo negro é escravo.

6. (PUC-SP) Identifique a afirmação correta.

a) A caracterização dos aspectos negativos da cidade intensifica-se nos versos 10,11 e 12.

b) No segundo verso há uma repetição desnecessária da palavra gosto.

c) Nos dois últimos versos há uma alusão à dificuldade de adaptação, em São Paulo, sofrida pelos novos baianos.

d) O décimo segundo verso é apenas um jogo sonoro sem sentido.


Fonte: Práticas de Linguagem de Ernani e Nicola

Obs: a letra (E) das questões foram suprimidas por uma questão de adaptação.

domingo, 23 de maio de 2010

Texto: Indicador cultural

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

Língua Portuguesa e Literatura Brasileira

Texto: Indicador cultural

Normalmente deixados de lado ou tratados como um capítulo menor nas estatísticas nacionais, indicadores relativos à cultura são importantes para tentar a inserção futura do País.

Se dados econômicos dizem algo a respeito do bem-estar e do poder de compra das pessoas, indicadores culturais apontam para a sua inclusão na sociedade. E, quanto menores os índices de exclusão de um dado grupamento social, melhores tendem a ser seus números relativos à educação, segurança e à própria produção intelectual e material.

Embora o vínculo entre a existência de uma biblioteca pública em um lugar qualquer e a sua prosperidade pareça distante, ele existe, o que já justifica a busca constante da ampliação de equipamentos culturais nas cidades brasileiras.

A recém-divulgada pesquisa Munic 2001, do IBGE, mostra que tem havido progressos nessa área, ainda que desiguais e em ritmo mais lento que o desejável. O equipamento cultural mais difundido do país são as bibliotecas públicas, presentes em 79% dos municípios brasileiros em 2001. Em segundo lugar, vêm ginásios esportivos ou estádios (76%). Provedores de internet cresceram bastante e já atingem 53% das cidades. Também chamou a atenção dos pesquisadores a expansão, em relação a 1999, dos teatros (36%) e dos cinemas (14%) nos municípios brasileiros.

Apesar desses números positivos, apenas 53 cidades (0,9% do total) possuem todos os 17 equipamentos culturais listados pela pesquisa. Pior, 153 municípios (2,8%) não possuem nenhum itens.

É claro que, diante de problemas emergenciais como fome, violência e descalabro na saúde e na educação, a cultura acaba sendo lançada para um segundo plano. O risco que corremos é o de que essa situação que deveria ser aguda se torne crônica e nós tratemos sempre a questão cultural como secundária.

(INDICADOR cultural, Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 nov. 2003)

  1. O texto evidencia que
  1. o tratamento dada à questão cultural no País atende a interesse de diferentes grupos sociais.
  2. o estímulo à transformação da cultura nacional em sua multiplicidade de formas é uma necessidade.
  3. os índices estatísticos há pouco revelados pelo IBGE espelham uma realidade do Brasil, carente de um redimensionamento sociocultural.
  4. os modos diferentes e, as vezes, contraditórios de se tratar a questão cultural explicam a distorção existente entre realidade socioeconômica e cultural do Brasil.
  5. os dados estatísticos fornecidos pelo IBGE sobre a questão cultural brasileira têm sido utilizados para traçar novas estratégias, a fim de mudar a realidade cultural do País.

  1. A partir da análise do indicador cultural, para o editorialista, a questão da cultura, no Brasil,
  1. é prioritária em determinadas regiões que vivem isoladas dos grandes centros urbanos.
  2. Exige o respeito aos múltiplos aspectos regionais da realidade brasileira para que se preservem tais valores.
  3. Tem todo um tratamento bem estruturado e sistemático que atende igualmente a regiões diversas do território nacional.
  4. Tem tido problemas regionalizados que colocam em risco a possibilidade de expansão dos manifestos culturais para todas as regiões do País.
  5. Passa por um momento em que aspectos da realidade social, como educação e saúde, considerados mais importantes, provocam desinteresse no seu enfoque.

  1. Há uma informação que pode ser confirmada pelo texto na alternativa
  1. Uma nova ordem cultural só pode ser possível se houver uma ruptura política no País.
  2. A importância da cultura, no Brasil, está vinculada a interesses econômicos e políticos.
  3. As culturas humanas são dinâmicas, contudo, em algumas regiões do País, a estagnação cultural é visível.
  4. A relação entre poder econômico e bem-estar social é a mesma existente entre nível cultural e inclusão social.
  5. A cultura brasileira, tanto na forma material quanto na forma de conhecimentos, tem recebido contribuições de múltiplas origens.

  1. “Se dados econômicos dizem algo a respeito do bem-estar e do poder de compra das pessoas, indicadores culturais apontam para a sua inclusão na sociedade.” Sobre o fragmento em destaque, é correto afirmar:
  1. A partícula “se” estabelece uma relação de proporcionalidade entre situação econômica do cidadão e nível cultural.
  2. As formas verbais “dizem” e “apontam” expressam ações futuras.
  3. O termo “algo”, de sentido vago no contexto, vai ser elucidado nos parágrafos posteriores.
  4. A palavra “a”, nas duas ocorrências, é determinante do substantivo.
  5. O possessivo “sua” é um elemento linguístico que se liga a “pessoas” como termo de coesão textual.

  1. Em ”A recém-divulgada pesquisa Munic 2001, do IBGE, mostra que tem havido progressos nessa área, ainda que desiguais e em ritmo mais lento que o desejável” , o termo destacado pode ser substituído,sem alterar o sentido original do texto, por

A. porque B. no entanto C. se bem que D. mas também E. à medida que

  1. No fragmento “diante de problemas emergenciais como fome, violência e descalabro na saúde e na educação” , o termo em negrito introduz, no contexto, uma ideia de

A. modo. B. causa C. tempo D. inclusão E. oposição

  1. Com relação a o enunciado “e nós tratemos sempre a questão cultural como secundária.” Pode-se afirmar que, no contexto, expressa uma

A. conformidade B. contradição C. explicação D. hipótese E. certeza

  1. “Provedores de internet cresceram bastante e já atingem 53% das cidades”. Sobre o período em evidencia é correto afirmar:
  1. “de internet” é agente da ação expressa por “cresceram”.
  2. “cresceram” e “atingem” expressam, respectivamente, ações passadae presente .
  3. “bastante” denota quantidade.
  4. “e” tem valor adversativo.
  5. “já” é um modificador verbal que exprime tempo passado.

Obs: Não esqueçam de pesquisar o significado das palavras desconhecidas.

sábado, 10 de abril de 2010

Questões e testes de vestibulares

Questões e testes de vestibulares

1. (PUCSP) Nos trechos: “... nem um dos atores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major.” E “...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja.” Encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
a) prosopopéia e hipérbole b) hipérbole e metonímia
c) metonímia e eufemismo d) metonímia e prosopopéia

(UFSM-RS) Leia o fragmento a seguir.

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco
(...)
Augusto dos Anjos, Eu, Rio de Janeiro, Livr. São José, 1965.

A partir desse soneto, é correto afirmar:

I.Ao se definir como filho do carbono e do amoníaco, o eu lírico desce ao limite inferior da materialidade biológica pois, pensando em termos de átomos (carbono) e moléculas (amoníaco), que são estudados pela Química, constata-se uma dimensão onde não existe qualquer resquício de alma ou de espírito.
II. O amoníaco, no soneto, é uma metáfora de alma, pois, segundo o eu lírico, o homem é composto de corpo (carbono) e alma (amoníaco) e, no fim da vida, o corpo (orgânico) acaba, apodrece, enquanto a alma (inorgânica) mantém-se intacta.
III. O fragmento principia descrevendo as origens da vida descreve sua infância que provavelmente foi feliz.
Está(ão) correta(s)
a)apenas II. b)apenas III. c)apenas I e II. d)apenas I. e) apenas II e III.


Fonte: Internet

segunda-feira, 8 de março de 2010

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

O capoeira
— Qué apanhá sordado?
— O quê?
— Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada.
Oswald de Andrade
1. No poema acima, a oralidade, o humor e a velocidade fotográfica da cena retratada são elementos típicos da poética revolucionária em que se empenhou o autor de

a) Os escravos. b) A bagaceira. c) Pau-Brasil. d) Os sertões. e) A luta corporal.



2. Estão presentes no poema de Oswald de Andrade, os seguintes recursos de sua poética:
a) instantâneo da realidade e transcrição de fala.
b) paródia de poema romântico e lirismo contido.
c) transcrição de fala e lirismo contido.
d) ironia melancólica e instantâneo da realidade.
e) humor irônico e paródia do parnasianismo.