Este espaço foi criado para trocar ideias e atividades da área de Lingua e Literatura, compartilhando com os colegas experiências vividas ao longo da minha profissão.

Língua

Gosto de sentir a minha lígua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesias está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade (...)
(Caetano Veloso)
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sexta-feira, 16 de março de 2012

Atividade escrita - Leitura e Interpretação(5)

Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho

Disciplina: IPC (Introdução à Produção Científica) Turma__________________

Aluno(a)___________________________________________________________________________________________________________________________________________________

A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar. As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessórios de esportistas e, em casa, muita gente nem pensa em tomar o líquido que sai da torneira – compra água em garrafas ou galões. Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% – e passou a ocupar um lugar de destaque nas preocupações de muitos ambientalistas. O foco não está exatamente na água, mas na embalagem. A fabricação das garrafas plásticas usadas pela maioria das marcas é um processo industrial que provoca grande quantidade de gases, agravando o efeito estufa. Ao serem descartadas, elas produzem montanhas de lixo que nem sempre é reciclado.

Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização para esclarecer que, nas cidades em que a água canalizada é bem tratada, o líquido que sai das torneiras em nada se diferencia da água em garrafas. As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente e os moradores confiam na água encanada.

Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006. Esses processos produziram 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa, poluição equivalente à de 455.000 carros rodando normalmente durante um ano. O dano é multiplicado por três quando se consideram as emissões provocadas por transporte e refrigeração das garrafas.

O problema comprovado e imediato causado pelas embalagens de água é o espaço que elas ocupam ao serem descartadas. Como demoram pelo menos cem anos para degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente. Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água que pode ser foco de doenças, como a dengue. A maioria dos ambientalistas reconhece evidentemente que, nas regiões nas quais não é recomendável consumir água diretamente da torneira, quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. De acordo com relatório da ONU divulgado recentemente, 170 crianças morrem por hora no planeta devido a doenças decorrentes do consumo de água imprópria.

(Adaptado de Rafael Corrêa e Vanessa Vieira. Veja. 28 de novembro de 2007, p. 104-105)

1. Conclui-se corretamente do 2o parágrafo do texto que parte da solução do problema apresentado está na:

(A) interferência de ambientalistas no controle da fabricação das garrafas de plástico.

(B) definição do espaço onde as garrafas possam ser descartadas, evitando o entupimento de bueiros e o acúmulo de água.

(C) possibilidade, ainda que remota, de distribuição de água mineral em regiões onde não há água canalizada.

(D) substituição das embalagens plásticas, para que não restem resíduos na natureza, degradando-a.

(E) oferta de água canalizada de boa qualidade, para diminuir o engarrafamento de água mineral em todo o mundo.

2. O argumento que justifica a preocupação com o meio ambiente, de acordo com o texto, está na afirmativa:

(A) A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar.

(B) Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% ...

(C) As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessórios de esportistas ...

(D) Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização ...

(E) As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente...

3. Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, no segmento:

(A) O foco não está exatamente na água, mas na embalagem.

(B) As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente e os moradores confiam na água encanada.

(C) Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006.

(D) Como demoram pelo menos cem anos para degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente.

(E) Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água ...

4. ... quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. (último parágrafo). O segmento grifado evita a repetição, no contexto, de:

(A) ter poder aquisitivo.

(B) consumir água da torneira.

(C) comprar água mineral.

(D) evitar doenças decorrentes de água não potável.

(E) reconhecer as regiões onde a água é imprópria.

5. Dê um título para o texto e justifique o porquê da sua escolha.

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

quinta-feira, 15 de março de 2012

Atividade escrita - Leitura e Interpretação(4)

Col. Est. Gov. Luiz Viana Filho

Português – Leitura e Interpretação – 3 º ano do Ensino Médio

Texto para as questões de 1 a 6

(...)Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto

Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto

É que Narciso acha feio o que não é espelho

E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho

Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo

Afasto o que não conheço

E quem vende outro sonho feliz de cidade

Aprende depressa a chamar-te de realidade

Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas

Da força da grana que ergue e destrói coisas belas

Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas

Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços

Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba

Mais possível novo quilombo de Zumbi

E os novos baianos passeiam na tua garoa

E novos baianos te podem curtir numa boa

( Caetano Veloso)


1. (PUC-SP) O nome criado para o título dessa composição – Sampa – expressa uma relação entre:

a) São Paulo e Salvador. c) São Paulo e Samba.

b) avenida Ipiranga e avenida São João. d) Avenida São João e Salvador.

2. (PUC-SP) O texto acima constrói uma análise da cidade. Para isso o autor usa, inicialmente:

a) Suas impressões pessoais . c) Informações obtidas de outros.

b) A enumeração de dados importantes. d) A descrição objetiva da cidade.

3. (PUC-SP) O sentido do verso “... é que narciso acha feio o que não é espelho” pode ser encontrado também em:

a) “porque és o avesso do avesso do avesso do avesso”.

b) “à mente apavora o que ainda não é mesmo velho”.

c) “ nada do que não era antes quando não somos mutantes”.

d) “quando eu te encarei frente a frente não vi o seu rosto/chamei de mau gosto o que vi...”.

4. (PUC-SP) O verso “à mente apavora o que ainda não é mesmo velho” revela:

a) O medo que todos os homens sentem da velhice.

b) A ânsia do ser humano pela renovação.

c) A aversão a tudo que já é velho e desgastado.

d) A resistência do homem àquilo que rompe com os padrões já incorporados.

5. (PUC-SP) No décimo quinto verso é estabelecida uma aproximação entre a cidade de São Paulo e o quilombo de Zumbi. Essa relação ocorre porque:

a) Como os quilombos, a cidade é uma fortaleza, onde não se pode entrar livremente.

b) A cidade, assim como o quilombo, repele os que a procuram.

c) São Paulo, assim como o quilombo de Zumbi , representa uma esperança de liberação e de melhores condições de vida.

d) Em São Paulo, como acontece nos quilombos, todo negro é escravo.

6. (PUC-SP) Identifique a afirmação correta.

a) A caracterização dos aspectos negativos da cidade intensifica-se nos versos 10,11 e 12.

b) No segundo verso há uma repetição desnecessária da palavra gosto.

c) Nos dois últimos versos há uma alusão à dificuldade de adaptação, em São Paulo, sofrida pelos novos baianos.

d) O décimo segundo verso é apenas um jogo sonoro sem sentido.


Fonte: Práticas de Linguagem de Ernani e Nicola

Obs: a letra (E) das questões foram suprimidas por uma questão de adaptação.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Atividade escrita - Leitura e Interpretação(2)

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!

Fosse uma manhã de sol
o índio tinha despido
o português.

Oswald de Andrade

1. No poema tem umna expressão que revela marcas da linguagem mais coloquial. Transcreva-a.

2. Nesse poema, a expressão erro de português possui ambiguidade, isto é, duplo sentido. Um dos sentidos é "erro cometido ao utilizar a língua portuguesa", indique outro sentido possível.

3. A expressão "o índio" é sujeito da ação e em outro momento é objeto da ação. Localize os versos onde ocorrem essas funções.

4. Na sua opinião, qual a crítica que se pode deduzir desse poema?

5. "Vestiu o índio/Que pena". Que sentimento é demonstrado nesta expressão? Justifique sua resposta.

Obs: Atividade do Livro Tudo é linguagem adaptada para os alunos do 8º ano.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

1. Leia:

Toada de amor

E o amor sempre nessa toada:
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para briga,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?

Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.

Carlos Drummond de Andrade

2. Neste poema, o tratamento da temática amorosa é característico da primeira faze do Modernismo? POr quê?

3. " No poema, a utilização de rimas é uma forma de combater a estética parnasiana". A seu ver, está correta tal afirmativa? Justifique sua resposta.

4. Transcreva do Texto alguns elementos que você considera caracterísitcos do tipo de linguagem utilizados prlos modernistas. Explique por que você os considera assim.

5. (UCP-PR) A poesia modernista revela:
a) ritmo psicológico
b) cotidianismo
c) sintaxe e pontuação reviolucionária
d) Estão corretas as afirmações a e c)
e) Estão corretas as afirmações a, b e c.

domingo, 29 de agosto de 2010

Bullying: brincadeiras que ferem

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

Bullying: brincadeiras que ferem

Ameaças, agressões, humilhações... a escola pode se tornar um verdadeiro inferno para crianças que sofrem nas mãos de seus próprios colegas, ainda mais nos dias de hoje, em que a internet pode potencializar os efeitos devastadores do bullying. Você sabe o que é isso? Onde e como ele ocorre?

Você já ouviu falar de bullying? O termo em inglês pode causar estranhamento a muita gente, mas as atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ridicularizam, agridem e humilham pessoas – tão comum entre crianças e jovens – é muito familiar a todos. A palavra inglesa 'bully' significa valentão, brigão. Atos como empurrar, bater, colocar apelidos ofensivos, fazer gestos ameaçadores, humilhar, rejeitar e até mesmo ameaçar sexualmente um colega dentro de uma relação desigual de poder, seja por idade, desenvolvimento físico ou relações com o grupo são classificados como bullying. O problema pode ocorrer em qualquer ambiente social – em casa, no clube, no local de trabalho etc –, mas é na escola que se manifesta com mais freqüência. (...)
O Bullying é um problema mundial, encontrado em qualquer escola, não se restringindo a um tipo específico de instituição. Esse 'fenômeno' começou a ser pesquisado há cerca de dez anos na Europa, quando se descobriu que ele estava por trás de muitas tentativas de suicídio entre adolescentes. Geralmente os pais e a escola não davam muita atenção para o fato, que acreditavam não passava de uma ofensa boba demais para ter maiores conseqüências. No entanto, por não encontrar apoio em casa, o jovem recorria a uma medida desesperada. E no Brasil a situação não é diferente.(...)
Quem já não teve um apelido ofensivo na escola? Ou mesmo sofreu na mão de um grupo de colegas que o transformava em 'bode espiatório' de brincadeiras no colégio? Exemplos não faltam. Entre alguns deles está o da gaúcha Daniele Vuoto, que conta toda a sua história em um blog onde também discute sobre o assunto e troca experiências com outras vítimas desse tipo de agressão, psicológica, física e até de assédio sexual. (...)
"O aluno alvo de bullying se culpa muito pelo que acontece, e é preciso esclarecer isso: um aluno que agride outro, na verdade, também precisa de ajuda, pois está diminuindo o outro para se sentir melhor, e certamente não é feliz com isso, por mais de demonstre o contrário. A turma entra na onda por medo, não por concordar. Enxergar a situação dessa forma pode ajudar muito", conta Daniele.
Porém, a realidade de vítimas que 'sofrem em silêncio', como Daniele explica em seu blog, está mudando. Além de atitudes como a da estudante, em que pessoas utilizam a internet para procurar ajuda e trocar experiências, o assunto vêm ganhando corpo e se tornando pauta de veículos de comunicação de massa, a exemplo das matérias veiculadas no Jornal Nacional, da Rede Globo, e em discussões como a realizada no programa Happy Hour, do canal a cabo GNT. (...)

(Disponível em: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=361. Acesso:22 agosto 2010)





Trabalhando com o texto

1. Como o autor define bullying?
2. Por que o termo foi utilizado em inglês?
3. Segundo o texto, esse tipo de atitude precisa ser seriamente enfrentado. Qual sua opinião?
4. Você acredita que o bullying existe na escola apenas pelo fato de que as crianças são diferentes entre si? Explique.
5. Que soluções você apontaria para o problema?
6. Em algum momento, na nossa escola, você se sente vítima de bullying? Justifique sua resposta.
7. Você conhece ou já ouviu falar de alguém na nossa escola, vítima de bullying?

Texto: papos

Colégio Esta. Gov. Luiz Viana Filho Língua Portuguesa
PAPOS


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto e "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"? - O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a
cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender.
Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo e elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou
entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou
"esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não
sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso
mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por que?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

Luis Fernando Verissimo



1. O que dá início à discussão entre as personagens?


2. Por que a forma lhe digo também não foi aprovada?


3. A forma matar-lhe-ei-te não existe em português. Pesquise por que e surgira uma nova forma.


4. Muitas vezes a posição do pronome é determinada de acordo com o que soa mais agradável. Esse critério chama-se “eufonia”. De acordo com ele, reescreva a oração Vê se esquece-me.


5. Qual é o argumento que uma personagem usa para corrigir a outra?

domingo, 23 de maio de 2010

Texto: Indicador cultural

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

Língua Portuguesa e Literatura Brasileira

Texto: Indicador cultural

Normalmente deixados de lado ou tratados como um capítulo menor nas estatísticas nacionais, indicadores relativos à cultura são importantes para tentar a inserção futura do País.

Se dados econômicos dizem algo a respeito do bem-estar e do poder de compra das pessoas, indicadores culturais apontam para a sua inclusão na sociedade. E, quanto menores os índices de exclusão de um dado grupamento social, melhores tendem a ser seus números relativos à educação, segurança e à própria produção intelectual e material.

Embora o vínculo entre a existência de uma biblioteca pública em um lugar qualquer e a sua prosperidade pareça distante, ele existe, o que já justifica a busca constante da ampliação de equipamentos culturais nas cidades brasileiras.

A recém-divulgada pesquisa Munic 2001, do IBGE, mostra que tem havido progressos nessa área, ainda que desiguais e em ritmo mais lento que o desejável. O equipamento cultural mais difundido do país são as bibliotecas públicas, presentes em 79% dos municípios brasileiros em 2001. Em segundo lugar, vêm ginásios esportivos ou estádios (76%). Provedores de internet cresceram bastante e já atingem 53% das cidades. Também chamou a atenção dos pesquisadores a expansão, em relação a 1999, dos teatros (36%) e dos cinemas (14%) nos municípios brasileiros.

Apesar desses números positivos, apenas 53 cidades (0,9% do total) possuem todos os 17 equipamentos culturais listados pela pesquisa. Pior, 153 municípios (2,8%) não possuem nenhum itens.

É claro que, diante de problemas emergenciais como fome, violência e descalabro na saúde e na educação, a cultura acaba sendo lançada para um segundo plano. O risco que corremos é o de que essa situação que deveria ser aguda se torne crônica e nós tratemos sempre a questão cultural como secundária.

(INDICADOR cultural, Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 nov. 2003)

  1. O texto evidencia que
  1. o tratamento dada à questão cultural no País atende a interesse de diferentes grupos sociais.
  2. o estímulo à transformação da cultura nacional em sua multiplicidade de formas é uma necessidade.
  3. os índices estatísticos há pouco revelados pelo IBGE espelham uma realidade do Brasil, carente de um redimensionamento sociocultural.
  4. os modos diferentes e, as vezes, contraditórios de se tratar a questão cultural explicam a distorção existente entre realidade socioeconômica e cultural do Brasil.
  5. os dados estatísticos fornecidos pelo IBGE sobre a questão cultural brasileira têm sido utilizados para traçar novas estratégias, a fim de mudar a realidade cultural do País.

  1. A partir da análise do indicador cultural, para o editorialista, a questão da cultura, no Brasil,
  1. é prioritária em determinadas regiões que vivem isoladas dos grandes centros urbanos.
  2. Exige o respeito aos múltiplos aspectos regionais da realidade brasileira para que se preservem tais valores.
  3. Tem todo um tratamento bem estruturado e sistemático que atende igualmente a regiões diversas do território nacional.
  4. Tem tido problemas regionalizados que colocam em risco a possibilidade de expansão dos manifestos culturais para todas as regiões do País.
  5. Passa por um momento em que aspectos da realidade social, como educação e saúde, considerados mais importantes, provocam desinteresse no seu enfoque.

  1. Há uma informação que pode ser confirmada pelo texto na alternativa
  1. Uma nova ordem cultural só pode ser possível se houver uma ruptura política no País.
  2. A importância da cultura, no Brasil, está vinculada a interesses econômicos e políticos.
  3. As culturas humanas são dinâmicas, contudo, em algumas regiões do País, a estagnação cultural é visível.
  4. A relação entre poder econômico e bem-estar social é a mesma existente entre nível cultural e inclusão social.
  5. A cultura brasileira, tanto na forma material quanto na forma de conhecimentos, tem recebido contribuições de múltiplas origens.

  1. “Se dados econômicos dizem algo a respeito do bem-estar e do poder de compra das pessoas, indicadores culturais apontam para a sua inclusão na sociedade.” Sobre o fragmento em destaque, é correto afirmar:
  1. A partícula “se” estabelece uma relação de proporcionalidade entre situação econômica do cidadão e nível cultural.
  2. As formas verbais “dizem” e “apontam” expressam ações futuras.
  3. O termo “algo”, de sentido vago no contexto, vai ser elucidado nos parágrafos posteriores.
  4. A palavra “a”, nas duas ocorrências, é determinante do substantivo.
  5. O possessivo “sua” é um elemento linguístico que se liga a “pessoas” como termo de coesão textual.

  1. Em ”A recém-divulgada pesquisa Munic 2001, do IBGE, mostra que tem havido progressos nessa área, ainda que desiguais e em ritmo mais lento que o desejável” , o termo destacado pode ser substituído,sem alterar o sentido original do texto, por

A. porque B. no entanto C. se bem que D. mas também E. à medida que

  1. No fragmento “diante de problemas emergenciais como fome, violência e descalabro na saúde e na educação” , o termo em negrito introduz, no contexto, uma ideia de

A. modo. B. causa C. tempo D. inclusão E. oposição

  1. Com relação a o enunciado “e nós tratemos sempre a questão cultural como secundária.” Pode-se afirmar que, no contexto, expressa uma

A. conformidade B. contradição C. explicação D. hipótese E. certeza

  1. “Provedores de internet cresceram bastante e já atingem 53% das cidades”. Sobre o período em evidencia é correto afirmar:
  1. “de internet” é agente da ação expressa por “cresceram”.
  2. “cresceram” e “atingem” expressam, respectivamente, ações passadae presente .
  3. “bastante” denota quantidade.
  4. “e” tem valor adversativo.
  5. “já” é um modificador verbal que exprime tempo passado.

Obs: Não esqueçam de pesquisar o significado das palavras desconhecidas.

domingo, 18 de abril de 2010

texto: No aeroporto

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

Prof. Rozeane Ramos

Aluno(a)________________________________

No Aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos de vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo. Plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e o oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Objeto que visse em nossa mão, requisitava-º Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógio de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e ( é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis – porque me esquecia dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade – e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

1. O que se pode inferir a partir da afirmação: “ de repente o aeroporto ficou vazio” (linhas 62-63)?

a) A movimentação de pessoas no aeroporto foi concluída.

b) A alegria que impregnava o ambiente acabou.

c) A inquietação das pessoas, em virtude da partida, cessou.

d) A intensidade do movimento de pessoas diminuiu.

e) A ausência de expectativa das pessoas que circulavam.

2. Que opção sintetiza a idéia central do texto?

a) Saudade do amigo no momento de sua chegada.

b) Carinho e encantamento do adulto pela criança.

c) Relacionamento formal entre a criança e o adulto.

d) Prazer de levar o amigo ao aeroporto e vê-lo partir.

e) Amizade, proporcionando uma mudança de vida.

3. Qual a intenção do narrador ao usar a expressão grifada no trecho abaixo?

“Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva.” (linhas 18-19)

a) Destacar o poder do sorriso de Pedro na vida das pessoas.

b) Apreciar a ousadia de Pedro quando sorri para as pessoas.

c) Mostrar o sorriso como elemento de fantasia na vida de Pedro.

d) Expressar a influência que o sorriso dissimulado exerce.

e) Demonstrar a inquietação de Pedro ao sorrir para as pessoas.

4. Que significa a palavra sublinhada sugere no contexto?

“Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído” (linhas 59-62)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

|Texto: A velha contrabandista

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho

Leia:
A Velha Contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.
( Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. 8ed. São Paulo, Moderna, 1986)

1. Aponte expressões do texto que caracterizam a linguagem coloquial.
2. A construção: “ o fiscal da Alfândega mandou ela parar” é típica da linguagem coloquial. Reescreva-a utilizando o padrão culto de linguagem.
3. Quando a velhinha disse: é areia, o fiscal acreditou? Justifique sua resposta com elementos do texto.
4. Você concorda com a esperteza da velhinha? Justifique sua resposta.
5. O que o autor quis dizer com a expressão: Tudo malandro velho?
6. Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
7. Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?

sábado, 20 de fevereiro de 2010

texto: Em dezembro

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana filho

  1. Leia o fragmento de um conto.

Em dezembro

Em dezembro mangas maduras eram vistas da janela – mas antes disso já tínhamos comido muita manga com sal, tirado escondido da cozinha. [...]

- Quem comeu manga verde? Vamos, confessa, já.

Nenhum confessava: os dois de castigo.

Mostrei para Neusa a manga amoitada no capim: começava a amarelar. Ela cheirou, apertou contra o rosto, me pediu.

- Dou um pedaço.

- Quero a manga inteira.

- A manga inteira não. Um pedaço. [...]

- A manga inteira ou nada.

- Então nada.

Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:

- Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo.

Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.

Se tornar a comer manga verde, da próxima vez vai apanhar é de vara, ouviu?

Quem apanhou de vara foi a Neusa. Cerquei-a no fundo do quintal com uma vara:

- Você enredou, agora vai apanhar.[...]

Ela pediu pelo amor de Deus. Perguntei se ela gostava de mim, ela disse que gostava. Pedi para ela dizer: “ Eu te amo”. Ela disse. [...]eu falei que era mentira, que ela gostava é de Marcelo. Então ela disse que era mentira mesmo, que tinha é nojo de mim, e eu desci uma varada nas pernas dela. Em vez de correr, ela ficou parada, encolhida contra o muro[...]

- Pede perdão, senão eu bato de novo!

Ameacei com a vara, mas ela só chorava. Então bati de nov, e dessa vez ela nbem se mexeu, como se não tivesse sentindo dor. Foi andando em direção à casa, e eu fiquei parado, vendo-a afastar-se.[...]

Ao voltar para casa, deixei três moranguinhos na mesa do quarto onde ela, deitada, havia adormecido.

No dia seguinte recebi uma caixinha embrulhada - dentro os três moranguinhos e um bilhete: “Eu gostava é de você mesmo, mas agora nunca mais”.

Luiz Vilela. Contos da infância e da adolescência. São Paulo: Ática, 2001.

  1. Quem comeu manga verde?

  1. Por que a Vovó não queria quer eles comessem manga verde com sal?

  1. O texto é narrado em 1ª pessoa. Que marcas gramaticais permitem dizer isto?
  2. Quais frases ou expressões revelam impressões do narrador?

  1. Em que momento o narrador descobre os verdadeiros sentimentos de Neusa em relação a ele?

  1. Em sua opinião, por que ele não acreditou quando ela disse, no quintal, que gostava dele?

  1. Que tempo verbal o narrador utiliza na maior parte de suas falas?

  1. Por que o narrador bateu em Neusa?

  1. Imagine que o narrador tivesse falado com Neusa depois de ter recebido o bilhete. Escreva um parágrafo contando, em 1ª pessoa, como se você fosse o narrador, o que ele teria dito a ela.

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  1. Agora você vai escrever um conto em 1ª pessoa.

Obs: O narrador pode ser protagonista ou apenas testemunha da história.