Este espaço foi criado para trocar ideias e atividades da área de Lingua e Literatura, compartilhando com os colegas experiências vividas ao longo da minha profissão.

Língua

Gosto de sentir a minha lígua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesias está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade (...)
(Caetano Veloso)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Trabalhando com tirinhas - gramática aplicada (III)




1. A resposta de Magali demonstra:

[ ] alegria [ ] tristeza

[ ] aborrecimento [ ] indiferença


2. “Dê-me um beijo e terá uma bela surpresa”.

a) Identifique o pronome. ______________________________________________

b) O pronome identificado pode ser classificado como:

[ ] possessivo [ ] demonstrativo

[ ] pessoal do caso obliquo [ ] relativo


3. Onde reside o humor da tirinha? Explique da melhor forma possível.



4. Leia: “A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. [...]”

Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse recurso é utilizado para

(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.

(B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos.

(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva.

(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.

Avaliação - modelo 9 ano

Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho

Data:____/_____/_____ Série: 7ª ( 8º ano)Turma ________ Turno __________

Aluno (a) ______________________________________________________

Disciplina: Língua Portuguesa Prof.ª Mara Virginia Peso: 6,0

Avaliação final III Unidade

Leia com atenção, não rasure e use caneta azul ou preta.

A morte da tartaruga

O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal com ele, mexeu na tartaruga com um pau (tinha nojo daquele bicho) e constatou que a tartaruga tinha morrido mesmo. Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida com o choro do menino. “Cuidado, senão você acorda seu pai.” Mas o menino não se conformava. Pegou a tartaruga no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe disse que comprava outra, mas ele respondeu que não queria, queria aquela, viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu, por fim, uma surra, mas o pobre menino parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte do seu animalzinho de estimação.

Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro e veio estremunhado, ver de que se tratava. O menino mostrou-lhe a tartaruga morta. A mãe disse: “Está aí assim há duas horas, chorando que nem maluco. Não sei mais o que faço. Já lhe prometi tudo, mas ele continua berrando desse jeito”. O pai examinou a situação e propôs: “Olha, Henriquinho, se a tartaruga está morta, não adianta mesmo você chorar. Deixa ela aí e venha cá com o papai”. O garoto depôs cuidadosamente a tartaruga junto ao tanque e seguiu o pai pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garotinho no colo e disse: “Eu sei que você sente muito a morte da tartaruguinha. Eu também gostava bastante dela. Porém nós vamos fazer para ela um grande funeral” (empregou a palavra difícil de propósito). O menininho parou imediatamente de chorar e perguntou: “Que é um funeral?” O pai explicou que era um enterro: “Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastante velas, bombons e doces, e voltamos para casa. Depois, botamos a tartaruga na caixa em cima da mesa da cozinha, rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o “Happy-Birth-Day-To-You” pra tartaruguinha morta e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enterramos a tartaruguinha e botamos uma pedra em cima com o nome dela e o dia em que ela morreu... Isso é que é um funeral! Vamos fazer isso?” O garotinho estava com outra cara: “Vamos, papai, vamos! A tartaruguinha vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar ela.” Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal: “Papai, papai, vem cá, ela está viva!” O pai correu para o quintal e constatou que era verdade, a tartaruga estava andando de novo, normalmente, e o pai disse: “Que bom, heim? Ela está viva! Não vamos ter que fazer o funeral.” “Vamos sim, papai” – disse o menino ansioso pegando uma pedra bem grande – “Eu mato ela”.

MORAL: O importante não é a morte, e sim o que ela nos tira.

(Millôr Fernandes)

I – Estudo do Texto:

1. A tartaruga morreu. Qual foi o indicio desta comprovação?

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2. A informação sobre a morte da tartaruga foi verdadeira? Justifique sua resposta.­­­­­­_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3. Relacione cada frase com a numeração correspondente à voz do verbo:

(1) ativa (2) passiva (3) reflexiva

( ) Carlos saiu à pressa.

( ) Os garçons entrechocavam-se no salão.

( ) Casas eram vendidas a preço de banana.

( ) A terra cobre os erros médicos.

( ) Formou-se uma gritaria.

4. Passando para a voz ativa a oração "O carro deve ser consertado pelos três mecânicos." obtém-se a forma verbal:

( ) devem consertar ( ) deve-se consertar ( ) consertar-se-á

5. Passando para a voz passiva a oração "O tropel dos cavalos avisava os cangaceiros.", a forma verbal será:

( ) avisava-se ( ) foram avisados ( ) eram avisados

6. Passe as frases, abaixo, da voz passiva para a ativa:

a) A harmonia foi restabelecida pelo professor

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b) Serias aplaudido por todos.

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7. Retirem do texto dez verbos.

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8. Em: O garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. O verbo está:

( ) voz passiva ( ) voz ativa ( ) voz reflexiva

9. Em: “Papai, papai, vem cá, ela está viva!”. O verbo está:

( ) voz passiva ( ) voz ativa ( ) voz reflexiva

10. Transforme as frases, a seguir, para a voz passiva:

a) O segurança os acompanhará. _________________________________________________

b) Nós rodeamos o bolo de velinhas. ______________________________________________

Boa Sorte!

Função referencial, emotiva e conativa

Função Referencial (ou denotativa ou cognitiva) informativa ou cognitiva: podemos dizer que é a comunicação pura e simples, ou seja, aponta para o sentido real das coisas e dos seres. A maior preocupação, neste caso, é a mensagem; e o emissor apenas se limita a informar.

Exemplos:
O Espírito Santo´é um estado devedor.

À noite, vemos as estrelas no céu.

O sol é uma estrela de quinta grandeza.


Função Emotiva (ou expressiva): está ligada, concentrada no emissor da mensagem. O próprio nome expressa sentimentos, emoções e julgamentos, tendo a impressão de um sentimento verdadeiro e simulado.

Exemplos:
Que tarde maravilhosa!...

Meus Deus, que céu lindo...


Função Conativa (ou apelativa ou imperativa): esta função está ligada no receptor da mensagem, isto é, no sujeito receptor e é eminentemente persuasivo, sedutor.


Exemplos:


Inspira- me ó lua!

Mamãe, olha o mar!...

Você acha que o Zezé conseguirá passar no vestibular?


Fonte: http://www.brazilianportugues.com/index.php?idcanal=336

sábado, 24 de setembro de 2011

Treinamento para o ENEM

Questão 1 (UNESP 2010)

A felicidade, para você, pode ser uma vida casta; para outro, pode ser um casamento monogâmico; para outro ainda, pode ser uma orgia promíscua. Há os que querem simplicidade e os que preferem o luxo. Em matéria de felicidade, os governos podem oferecer as melhores condições possíveis para que cada indivíduo persiga seu projeto. Mas o melhor governo é o que não prefere nenhuma das diferentes felicidades que seus sujeitos procuram. Não é coisa simples. Nosso governo oferece uma isenção fiscal às igrejas, as quais, certamente, são cruciais na procura da felicidade de muitos. Mas as escolas de dança de salão ou os clubes sadomasoquistas também são significativos na busca da felicidade de vários cidadãos. Será que um governo deve favorecer a ideia de felicidade compartilhada pela maioria? Considere: os governos totalitários (laicos
ou religiosos) sempre “sabem” qual é a felicidade “certa” para seus sujeitos. Juram que querem o bem dos cidadãos e garantem a felicidade como um direito social — claro, é a mesma felicidade para todos. É isso que você quer?

(Contardo Calligaris. Folha de S.Paulo, 10.06.2010. Adaptado.)

Sobre esse texto, é correto afirmar que:
A) Ao discorrer sobre a felicidade, o autor elege como foco a autonomia do indivíduo.
B) A felicidade é assunto público e por isso pode e deve ser orientada por critérios objetivos definidos pelo
Estado.
C) O critério moral e religioso é o mais adequado para reger o comportamento dos indivíduos.
D) O bem-estar e a felicidade pessoal não devem ser assuntos restritos ao livre arbítrio individual.
E) Para o autor, a busca da felicidade não deve se subordinar ao relativismo das escolhas.

Resolução: A

Questão 2

Renata, 11, combinava com uma amiga viajar em julho para a Disney. Questionada pela mãe, que não sabia de excursão nenhuma, a menina pegou uma pasta com preços do pacote turístico e uma foto com os dizeres: “Se eu não for para a Disney vou ser um pateta”. A agência de turismo e a escola afirmam que não pretendiam constranger ninguém e que a placa do Pateta era apenas uma brincadeira. Para um promotor da área do consumidor, o caso ilustra bem os abusos na publicidade infantil. “Já temos problemas sérios de bullying nas escolas. Essa empresa está criando uma situação propícia para isso”.

(Folha de S.Paulo, 20.04.2010. Adaptado.)

Acerca dessa notícia, podemos afirmar que:
A) Em nossa sociedade, os campos da publicidade e da pedagogia são esferas separadas, não suscitando questões de natureza ética.
B) Para o promotor citado na reportagem, o caso em questão provoca problemas de natureza exclusivamente jurídica.
C) Uma das questões éticas envolvidas diz respeito à exposição precoce das crianças à manipulação do desejo, exercida pela publicidade.
D) O público-alvo dessa campanha publicitária constitui-se de indivíduos dotados de consciência autônoma.
E) Para o promotor citado na reportagem, o caso em questão não apresenta repercussões de natureza psicológica.

Resolução : C

sábado, 17 de setembro de 2011

Trabalho em grupo- Criação e produção

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho Trabalho em grupo – Língua Portuguesa

Grupo: ___________________________________________________________

_________________________________________________________________

Série: ____________________________ Turma: ________________________

Ah Irene!


Irene no céu

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

(Manuel Bandeira)


1. Crie um perfil para a personagem Irene em uma página da Internet (facebook, Orkut, twitter, entre outras). A página deve conter linguagem verbal escrita, imagem, desenho ou gravura, use a imaginação.

2. Crie uma fala para Irene, em resposta a São Pedro.

3. Faça a ilustração do poema.

Obs: A atividade foi adaptada para meus alunos do 9º ano e sua fonte blogs de colegas na Internet.

sábado, 10 de setembro de 2011

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?


MEIRELES, Cecília: poesia. Por Darcy Damasceno.
Rio de Janeiro, Agir, 1974. p 19-20.


1. O tema do texto é

(A) a consciência súbita sobre o envelhecimento.
(B) a decepção por encontrar-se já fragilizada.
(C) a falta de alternativa face ao envelhecimento.
(D) a recordação de uma época de juventude.
(E) a revolta diante do espelho.

2. No verso: Eu não tinha estas mãos sem forças... Podemos inferir:
(A) as forças das mãos acabaram por causa da idade.
(B) as mãos não tinham forças na juventude.
(C) as mãos tinham forças na juventude.
(D) as forças das mãos não se acabaram.

3. Responda a pergunta do poema, use a criatividade.
___________________________________________________

4. Identifique os adjetivos usados no poema.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Atividade - pronomes


1. Leia a tirinha, retire os pronome e classifique-os.
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2 Circule o pronome relativo e indique o seu antecedente:

a) Não conheço ninguém que o possa ajudar.

b) Era um homem que tinha muita coragem.

c) Mal podia esconder a doença que o consumia.

d) Este é o poema do qual lhe falei.

e) Visitei a cidade onde nasceu Manuel Bandeira.

3. Una os períodos com um pronome relativo;

a) Este é o moço. Eu lhe falei do moço.

b) Este é o moço. Eu me encontrei com o moço.

c) Este é o moço. Eu procurei pelo moço.

d) Este é o moço. Devo entregar a encomenda para o moço.