Este espaço foi criado para trocar ideias e atividades da área de Lingua e Literatura, compartilhando com os colegas experiências vividas ao longo da minha profissão.

Língua

Gosto de sentir a minha lígua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesias está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade (...)
(Caetano Veloso)

sábado, 7 de dezembro de 2013

avaliação- literatura realismo

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho   2º ano turma ______
Aluno (a) _______________________________ Prof.ª Mara Virginia
Avaliação Final da III Unidade   Peso: 5,0
1.       As questões a seguir baseiam-se no seguinte fragmento do romance O cortiço(1890), de Aluísio Azevedo (1857-1913):
Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar. E tudo era um clamor.
A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas.
 (Aluísio Azevedo. O cortiço)
Em O cortiço, o caráter naturalista da obra faz com que o narrador se posicione em terceira pessoa, onisciente e onipresente, preocupado em oferecer uma visão crítico-analítica dos fatos. A sugestão de que o narrador é testemunha pessoal e muito próxima dos acontecimentos narrados aparece de modo mais direto e explícito em:

a) Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo.
b) Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas.
c) Da casa do Barão saíam clamores apopléticos...
d) A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa.
e) Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada... 
2.       O caráter naturalista nessa obra de Aluísio Azevedo oferece, de maneira figurada, um retrato de nosso país, no final do século XIX. Põe em evidência a competição dos mais fortes, entre si, e estes, esmagando as camadas de baixo, compostas de brancos pobres, mestiços e escravos africanos. No ambiente de degradação de um cortiço, o autor expõe um quadro tenso de misérias materiais e humanas. No fragmento, há várias outras características do Naturalismo. Aponte a alternativa em que as duas características apresentadas são corretas:

a) Exploração do comportamento anormal e dos instintos baixos; enfoque da vida e dos fatos sociais contemporâneos ao escritor.
b) Visão subjetivista dada pelo foco narrativo; tensão conflitiva entre o ser humano e o meio ambiente.
c) Preferência pelos temas do passado, propiciando uma visão objetiva dos fatos; crítica aos valores burgueses e predileção pelos mais pobres.
d) A onisciência do narrador imprime-lhe o papel de criador, e se confunde com a ideia de Deus; utilização de preciosismos vocabulares, para enfatizar o distanciamento entre a enunciação e os fatos enunciados.
e) Exploração de um tema em que o ser humano é aviltado pelo mais forte; predominância de elementos anticientíficos, para ajustar a narração ao ambiente degradante dos personagens.
3.       Releia o fragmento de O cortiço, com especial atenção aos dois trechos a seguir:

Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero.
(...)
E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas.

No fragmento, rico em efeitos descritivos e soluções literárias que configuram imagens plásticas no espírito do leitor, Aluísio Azevedo apresenta características psicológicas de comportamento comunitário. Aponte a alternativa que explicita o que os dois trechos têm em comum:

a) Preocupação de um em relação à tragédia do outro, no primeiro trecho, e preocupação de poucos em relação à tragédia comum, no segundo trecho.
b) Desprezo de uns pelos outros, no primeiro trecho, e desprezo de todos por si próprios, no segundo trecho.
c) Angústia de um não poder ajudar o outro, no primeiro trecho, e angústia de não se conhecer o outro, por quem se é ajudado, no segundo trecho.
d) Desespero que se expressa por murmúrios, no primeiro trecho, e desespero que se expressa por apatia, no segundo trecho.
e) Anonimato da confusão e do “salve-se quem puder”, no primeiro trecho, e anonimato da cooperação e do “todos por todos”, no segundo trecho.
4.       O enlace amoroso, seja na perspectiva de Rita, seja na de Jerônimo,
A) é sublimado, o que lhe confere caráter grotesco na obra.
B) é desejado com intensidade e lhes aguça os ânimos.
C) reproduz certo incômodo pelo tom de ritual que impõe.
D) representa-lhes o pecado e a degradação como pessoa.
E) é de sensualidade suave, pela não explicitação do ato.
5.        Assinale a alternativa incorreta feita a propósito do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo:

A) É também uma história de corrupção, centrada na animalização humana estimulada pelo sexo e pelo dinheiro.
B) O verdadeiro protagonista desse romance é uma comunidade popular explorada em proveito da burguesia ascendente da época.
C) Observam-se sátiras a alguns tipos predominantes na época: o comerciante rico e grosseiro, a velha beata e raivosa, o cônego relaxado e comilão.
D) O enredo não gira em função de pessoas, havendo muitas descrições precisas onde cenas coletivas e tipos psicologicamente primários fazem o conjunto.
e) Existe uma divisão clara entre a vida dos que venceram, como João Romão, senhor da pedreira e do cortiço, e a labuta dos humildes que se exaurem na luta pela sobrevivência.
6.       O alienista, publicado entre outubro de 1881 e março de 1882, é considerado um dos mais importantes contos de Machado de Assis. A partir da trajetória de Simão Bacamarte, protagonista da estória, Machado constrói um painel da sociedade brasileira de seu tempo, com seus valores, problemas e impasses. Tomando por base o fragmento selecionado, assinale a opção que melhor exprime a intenção do autor.

a) Valorização da ciência como caminho preferencial para a superação do atraso intelectual do país.
b) Ironia em relação aos critérios utilizados por Simão Bacamarte na escolha de D. Evarista como sua esposa e genitora de seus filhos. 
c) Apoio aos postulados do pensamento positivista e da ideologia do progresso defendidos por Simão Bacamarte.
d) Crítica aos hábitos culturais da vila de Itaguaí, em especial à alimentação, fator que contribuía para a dificuldade de D. Evarista em engravidar.
e) Exaltação do papel do médico como referência de desenvolvimento de uma sociedade.
7.  Em relação ao foco narrativo, podemos afirmar que:
a) a narrativa é constantemente interrompida pelos comentários de Simão, o que faz dele o narrador da estória.
b) alternam-se no trecho narradores de primeira e terceira pessoas, prática comum na ficção realista.
c) o narrador é de primeira pessoa, onisciente.
d) o narrador constrói a sua narrativa a partir da leitura dos cronistas de Itaguaí, problematizando a noção de origem e a veracidade dos fatos narrados. 
e) os cronistas da vila de Itaguaí são os verdadeiros narradores da estória, como pode ser percebido no início do texto.
8. O enredo de O alienista conta com a participação de um grande número de personagens. Vamos identificar alguns deles, relacionando a coluna da esquerda com a da direita.
( a ) Crispim Soares      (    ) Barbeiro que liderou a primeira revolta contra o alienista

( b ) Costa                      (     ) Farmacêutico de Itaguaí com quem o alienista troca ideias.

( c ) Mateus                   (       ) Comandante da segunda rebelião, que depôs o líder da primeira.

( d ) Porfírio                   (       ) Homem muito rico que adorava contemplar sua própria casa.

( e ) João Pina               (        ) Rico empobrecido por emprestar dinheiro a todos ...
9. Assinale com um V as verdadeiras e com um F as falsa.
a) (      ) Além de focalizar a loucura, O alienista é uma fábula política: o autor fala sobre o poder, a dominação que algumas pessoas exercem sobre outras.
b) (       ) A obra pretende exaltar e promover a cidade de Itaguaí, de onde o autor é natural, e agrada a todos os seus habitantes.
c) (       ) Em O alienista, Machado de Assis antecipa as ideias ,revolucionárias de Freud, que mudou os critérios de análise das perturbações mentais.
d) (       ) Na obra de Machado de Assis não há propriamente mocinhos ou bandidos, mas seres humanos com toda  sua complexidade.
10. Simão Bacamarte se recolhe à Casa Verde:
a) para alcançar uma cura milagrosa.
b) por reunir em si a ciência e a loucura.
c) porque ameaçava a segurança pública.
d) posto que desconfiava das opiniões alheias.
e) pois contaminaria as pessoas com sua loucura


Avaliação - verbo

Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho         Disciplina: Língua Portuguesa
Avaliação Parcial da III Unidade      Série 2ª ano Turma _______ Peso: 5,0
Aluno(a) _____________________________________________________
Questão 1. Leia o trecho a seguir:
“Se diz que há na cabeça do poeta um parafuso de a menos
Sendo que o mais justo seria o de ter um parafuso trocado do que a menos.
A troca de parafuso provoca nos poetas uma certa disfunção lírica.” (... ) M. de Barros
O sujeito poético vê o poeta


a)    Segundo o senso comum.                        
b)    Sob uma perspectiva sociopolítica.
c)    Como um transgressor da tradição lírica.
d)    Como um artista dividido entre o velho e o novo.
e)    Considera-o louco.



Questão 2. A forma verbal seria e provoca apresentam-se no tempo:


a)    Presente do indicativo e do subjuntivo
b)    Pretérito imperfeito do subjuntivo e presente do indicativo

c)    Futuro do subjuntivo e futuro do indicativo
d)    Futuro do pretérito do indicativo e presente do indicativo



Questão 3. Jovem, leia um pouco mais, não ________ levar pela preguiça.
a)    Te deixe     b) te deixa    c) te deixas     d) se deixa    e) se deixe

Questão 4.  Leia:              a vida é as vacas / que você põe no rio
       Para atrair as piranhas / enquanto a boiada passa. (Paulo Leminsk)
O texto poético define a vida como:
a)    Solidariedade.     b) Negativismo.    c) Persistência.     d) Sacrifício.        e) Conflito.

Questão 5.  Em:  a vida é as vacas. Pode-se afirmar que este verso está:
a)    Correto porque o verbo concorda com o sujeito.
b)    Incorreto porque a concordância é: a vida são as vacas.
c)    Está incorreto porque o verbo está na primeira pessoa do singular.

Questão 6.  (UFF) Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais destacadas:  “Ao chegar da fazenda, espero que já tenha terminado a festa”.
a) futuro do subjuntivo, pretérito perfeito do subjuntivo
b) infinitivo, presente do subjuntivo
c) futuro do subjuntivo, presente do subjuntivo
d) infinitivo, pretérito imperfeito do subjuntivo
e) infinitivo, pretérito perfeito do subjuntivo

Questão 7. Empregou-se o verbo no futuro do subjuntivo em:
a)  … afrontava os perigos (…) para vir vê-la à cidade.
b)  Se algum dia a civilização ganhar essa paragem longínqua…
c)  Continuaram ainda a dialogar com certo azedume.
d)  Tinha-me esquecido de contar-lhe que eu fizera uma promessa…
e)  e encontrei o faroleiro ocupado em polir os metais da lanterna.
Questão 8. Em “Não ouvi mais vozes.”, o verbo é regular ou irregular? Justifique a resposta.
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Questão 9.  O cariri é todo osso. E ossos que se exibem em protuberância de formas que parecem de uma galeria de monstros. (*José Lins do Rego) . O fragmento, no contexto, conota
a)    A diversidade da flora regional.
b)    A relação de conflito entre o homem e a natureza.
c)    A intervenção do homem na natureza.
d)    O descaso do homem com a terra.
                                                             
Questão 10.  O cariri é todo osso. O verbo ser pode ser classificado em:

a)    Regular     b) irregular   c) anômalo   d) defectivo   e) abundante

Questão 11.  Assinale a frase que apresenta um erro de conjugação verbal.
a)    Ele interviu no assunto
b)    Requeiro-lhe um atestado de idoneidade.
c)    Eles foram pegos de surpresa.
d)    O comerciante proveu seu armazém do necessário.


 Questão 12. “Não és sequer a razão do meu viver...” A forma verbal és tem sujeito:
a)    Simples       b) indeterminado   c) inexistente        d) composto




SUCESSO!







sábado, 4 de maio de 2013


Disciplina: Português           Ensino Fundamental – 7º ano  6ª série
Aluno (a) ________________________________________________
       Atividade Avaliativa – I Unidade – Peso 5,0

CONSUMISMO
Os homens, através da tecnologia, inventam a cada dia novas formas de conforto e lazer. E objetos que possam atender à demanda do consumo.
Uma das formas de convencer o consumidor à compra os novos produtos é a publicidade. A publicidade é feita das formas mais variadas. Vai de um simples folheto distribuído nas ruas, ou pelos  correios, até Sofisticados filmes, que contam muito caro e que os anunciantes passam nas principais emissoras de televisão ou nos cinemas.
Nós falamos em televisão, mas é bom lembrar que outros veículos de comunicação – rádios e jornais – também vivem do que cobram pelos anúncios. Toda essa carga é jogada em cima das pessoas e fica difícil resistir à vontade de comprar. E comprar cada vez mais, mesmo que não se necessite deste ou daquele brinquedo, ou eletrodoméstico. Isto é consumismo. Ele atinge mais diretamente as crianças, que acabam sempre
desejando tudo o que é anunciado. Até por que não têm a noção real do valor do dinheiro e a dificuldade que seus pais enfrentam para consegui-los.
O consumismo é tal que deve ser combatido em todas as idades. Mas é difícil acabar com ele, porque as crianças veem, nas ruas e em suas escolas, os colegas com um tênis da moda ou uma mochila nova e logo querem ter essas novidades. Esse espírito de competição também leva os adultos à compra de objetos que são absolutamente desnecessários. Se nosso vizinho compra um carro novo, logo queremos trocar o nosso.
A necessidade da conscientização do que é consumismo é uma busca constante das famílias hoje em dia. Também de uma grande parte da sociedade. E todos  reconhecem que é preciso resistir ao consumismo.
(André Carvalho e Alencar Abujamra, Consumidor e consumismo, Coleção “Pegante ao José”, Lê, 1993.)

Estudo do Texto  (1.0)

1) Segundo o texto, o que é consumismo:
a) É o espírito de competição.                    
 b) É um mal que deve ser combatido.
c) É comprar cada vez mais, mesmo que não necessite.   
d) É uma necessidade de conscientização.

2) De acordo com o texto, quem é diretamente mais atingida pela publicidade?
a) Os jovens pelo excesso de vaidade.      b) Os mais velhos pelo desejo de consumir.
c) As crianças por não terem noção do valor do dinheiro.        d) Todas as idades.

3) A publicidade é feita das formas mais variadas. Isso faz com que:
a) Os produtos sejam oferecidos.               b) As pessoas não resistam à vontade de comprar.
c) As pessoas assistam mais televisão.       d) Leiam mais jornais.

4) “Toda essa carga é jogada em cima das pessoas...” . Isso significa que:
a) As pessoas não precisam consumir.
b) Todos esses estímulos ao consumo são dirigidos com insistência às pessoas.
c) O consumo fica a vontade das pessoas.
d) Só quem tem poder de compra consome.

Analise Linguística  (4,0)

1.       Na oração: Os homens inventam a cada dia novas formas de conforto e lazer.  O núcleo do sujeito é:
(              ) conforto e lazer            (              ) homens           (               ) inventavam.

2.       Marque a oração em que o termo destacado é o sujeito:
a)      A publicidade é feita das formas mais variadas.
b)      Se nosso vizinho compra um carro novo, logo queremos trocar o nosso.
c)       Todos reconhecem que é preciso resistir ao consumismo.
d)      Se nosso vizinho compra um carro novo, logo queremos trocar o nosso.

3.       "Anoitecia silenciosamente." Nesta oração temos:

a) Sujeito simples     b) Oração sem sujeito.   c) Sujeito indeterminado.   d) Sujeito oculto.

4.       "Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha." Qual é o sujeito e o tipo de sujeito desta oração?

a) Nunca ninguém / composto.                  b) Ninguém / simples.
c) Ninguém /indeterminado.                      d) Nunca / simples.

5.       "Não choremos, amigos, a mocidade." Qual é o tipo de sujeito desta oração?
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­_______________________________________________________________________

6.       "O homem, a fera e o inseto, à sombra delas, vivem livres de fome e fadigas." Nesta oração o sujeito é: ­_____________________________________________________

7.       Classifique os sujeitos das orações abaixo:

a)      A Polícia Rodoviária Federal prendeu em João Pessoa um homem acusado de aplicar golpes no comércio.
_______________________________________________

b)      Tu e ele foram vítimas de assalto em Monteiro.
______________________________________________

c)       Mantém-se a greve na Paraíba.
________________________________________________

d)      Google abre inscrições para estágio no Brasil.
_________________________________________________


SUCESSO !

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Redação tema 1

“O trabalho enlouquece o homem” – frase de internet Istoé –  Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki – 

Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma
multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é um erro. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a
ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro ou a casa
maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe.


1. Com base no fragmento, elabore uma dissertação argumentativa, explorando a ideia do trabalho.  








segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cem dias de solidão ou “eu quero tchu”


Cem dias de solidão ou “eu quero tchu”
 
Maria do Socorro S. Aquino de Deus[1]
 
Chegamos a cem dias de greve da educação estadual, na Bahia. O que se pensou ser um movimento reivindicatório por condições salariais mais dignas transformou-se na maior quebra de braço, entre a categoria e o governo, jamais vista na Bahia. O governo, com todo seu poderio de recursos, propaganda e corte de salários não conseguiu obrigar os professores a voltarem às aulas sem que o acordo assinado com a categoria fosse atendido.
Além do já sabido, a falta de valorização do profissional da educação, a greve dos professores mostra uma verdade assombrosa: o total desconhecimento por parte da sociedade do que acontece por trás dos portões das escolas públicas – incluindo os Poderes Legislativo e Judiciário e a imprensa. Quando se pronunciam, ou falam a partir de suposições ou mentem ou ficam em silêncio. Talvez esse silêncio por parte de muitos, um silêncio que pode ser visto como cúmplice e criminoso, seja vergonha em assumir o desconhecimento da real situação da educação no estado.
A mais gritante demonstração de ignorância a esse respeito foi o texto da decisão liminar da desembargadora Daisy Lago Coelho que, entre outras pérolas, diz: “Também se apresenta verossímil, senão induvidoso, o grande prejuízo causado pela paralisação do serviço público de educação não apenas à formação cívica e intelectual dos estudantes, mas também ao desenvolvimento físico e à saúde destes, tendo em vista a constatação de que a merenda escolar é, em muitas comunidades deste Estado, o único alimento diário dos infantes”.
Tais afirmações comprovam o desconhecimento total da realidade da educação na Bahia e uma visão completamente equivocada da função da escola e da educação. Bem, considero que a greve causa prejuízo a todos, sim. Mas é consequência de um estado abusivo, de como vem sendo tratada a educação, em tudo que esta envolve, e que parece ser invisível para a sociedade. Muitas escolas funcionam precariamente, sem professores para todas as disciplinas, sem livros didáticos suficientes, com as instalações físicas em péssimo estado, transporte escolar caótico. A formação cívica e intelectual dos alunos vem sofrendo grandes prejuízos há muito tempo!
  A senhora desembargadora acredita que um dos deveres fundamentais da escola é alimentar os “infantes”, demonstrando uma visão preconceituosa e paternalista, para dizer o mínimo, a respeito dos estudantes da escola pública. Que eu saiba - nos vinte anos que dou aulas em escola pública, para alunos do Ensino Médio - a última coisa que esperam da escola é uma refeição por dia. Os estudantes têm fome de muito mais que comida.  Uma aluna me respondeu que “tchu” é tudo de bom, é ser feliz e realizar todos os sonhos. Eles esperam que a escola seja uma etapa para chegar a uma universidade ou a um curso técnico que o habilite a entrar no mercado de trabalho. Anseiam passar no ENEM para conseguir acesso às bolsas de estudo. Ademais, pelo menos na escola em que sou lotada, não teve merenda um só dia deste ano letivo e, se a greve tivesse acabado, até hoje, a situação seria a mesma.
 O que mais me surpreende é o pouco caso com que as autoridades e a imprensa em geral estão tratando o caso.  Políticos preocupados com a corrida eleitoreira e a imprensa com notícias parciais, aceitando divulgar inverdades a respeito dos professores, de forma insensata e leviana. Vi professores chorando de indignação e vergonha, mas resistindo bravamente. A greve é um grito de Chega dos professores. Grito ouvido por poucos e tratado de forma desrespeitosa pelos responsáveis pela resolução do problema.
            Daí a sensação de cem dias de solidão. Cada professor conta com sua força e sua convicção para manter-se incorruptível, mesmo com salários cortados e as dificuldades a bater na porta. E contam uns com os outros, em uma demonstração de solidariedade que fortalece o que acredito ser o papel da educação: não perder a capacidade de indignar-se, ser moralmente capaz de sustentar o que ensina nos duzentos dias letivos de todos os anos da vida profissional, ser capaz de lutar pelo que acredita e inspirar isso nos alunos. Não estamos na escola para ensinar conteúdos apenas, pois estes mudam, assim como muda o mundo. Estamos na escola para ensinarmos, também, que é possível construir uma sociedade justa e igualitária e que para tal acontecer é preciso lutar.
Assim, vivenciamos essa solidão que cerca a educação pública e todo aparato midiático que a reforça, destacando manchetes pífias e divulgando notícias sensacionalistas que têm sempre como protagonistas os mesmos atores – jovens negros e negras de comunidades periféricas – reforçando um estado de coisas que parece imutável. Um sensacionalismo que esconde o silêncio perante questões realmente importantes.
 Quem se importa? De verdade? Afinal, como disse Caetano: “Como é que pretos, pobres e mulatos/ E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados (...)”. Pois é, na escola pública são quase todos pretos ou quase pretos de tão pobres.
[1] Professora da rede estadual de ensino. Mestra em Estudo de Linguagens.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

COMPANHEIROS,ALUNOS E AMIGOS- ESTOU VIVENDO UM PESADELO!!!!!


Texto da professora Eliana Santos Andrade, lotada em uma escola da rede estadual em Salvador, bairro Pau da Lima. O texto foi postado no Facebook, no perfil “Professores do Estado da Bahia”.
COMPANHEIROS,ALUNOS E AMIGOS- ESTOU VIVENDO UM PESADELO!!!!!
Na manhã do dia 26/06(terça-feira) quando acordei e sai de casa pra trabalhar, nem imaginava que teria um dos piores dias da minha vida!!! Sou prof. com 20hs de REDA e 20hs efetiva em estágio probatório no Estado, fui uma das “convocadas” a dar aulas no projeto emergencial do governo de retorno às aulas do 3º ano e tive como outros colegas, que começar a dar estas aulas no dia 25(segunda-feira) no Colégio Davi Mendes. Fiz até o relato da minha experiência deste primeiro dia de funcionamento do projeto e postei aqui no face, como forma de desabafo. No 2º dia, 26, pela manhã, após sair da segunda turma, por volta das 10hs da manhã, estava na sala dos professores junto com outros colegas de várias disciplinas, quando entrou uma senhora a serviço da SEC, que estava “fiscalizando” as escolas pólos, e perguntou qual disciplina cada um ali ensinava…eu e outra colega respondemos História. Fomos então “convidadas” as duas a sair com esta pessoa pra ter uma conversa a parte…simplismente eu e minha colega não sabíamos do que se tratava, mas a acompanhamos. chegando na sala , vazia, ela fechou a porta e começou a nos fazer perguntas: se havíamos recebido o “material” da matéria pra dar aula e se estávamos dando aulas…quando eu tentei explicar, sem maldade, que havia estado com alunos que não conhecia e então estava tendo uma conversa prévia com eles, fui interrompida, com estupidez e esta senhora começou a me dizer vários absurdos, de forma bem grossa, e em alguns momentos até aos berros…
Me falou que os alunos foram até ela me “denunciar” que eu não estava dando aulas e que estava falando sobre a greve na sala… começou a “salientar” de que eu havia sido convocada, que estava ali pra trabalhar e não fazer greve ou falar disso com os alunos… frisou que sabia que eu era reda e probatório e de que minha situação era frágil, que eu tinha que fazer o trabalho para o qual eu fui designada…
num certo momento, pedi a palavra , pra me explicar, contra-argumentar. falei , já começando a ficar abalada emocionalmente, que eu não estava entendendo o porque daquela abordagem, falei que estava me sentindo constragida e desrespeitada, tentei falar mais, porém, ela não deixou….
Mais uma vez, me interrompeu, aos berros, fazendo pouco caso do fato de eu já estar chorando (eu já me encontava depressiva naquele dia), disse que não havia contrangimento nenhum, que eu não estava ali obrigada, e que se eu estava descontente, fosse embora e arcasse com as consequências…usou de um discursso bem ameaçador, de que ou eu trabalhava ou teria consequencias…
tentei ainda argumentar, mas, a pessoa se levantou e lembro-me bem que sua última fala foi que sabia dos meus dados profissionais (numeros de metricula) e de que eu ia ver… estou resumindo a “conversa”, mas foi longa…
ela se foi, segundo o pessoal da escola pediu meus dados e levou com ela, dando claras intenções de me prejudicar…permaneci na sala aos prantos, sem acreditar no que havia acabado de passar, eu já estava abalada emocionalmente havia dias, por conta desta tensão da greve, etc, até desabafei isto aqui no face várias vezes, mas este episódio foi a gota que faltava pra desencadear em mim uma forte crise emocional. fiquei cerca de meia hora na sala , na mesma posição, chorando compulsoriamente, lamentando o dia que me tornei professora, toda a dedicação que tive pra isso, sou licenciada, especialista e mestra, pra ao final de tudo, já não bastasse tudo que já havia acontecido com a categoria até aquele momento, eu ainda ser vítma de constragimento, abuso de poder e ameaça de perder meu emprego, os dois cadastros. não tenho “costas quentes”, não tenho outra fonte de renda, estou tentando me estabilizar na vida pessoal e profissional, mas este (contando com o trato dado pelo governo à categoria), foi um golpe duro demais!!! Não há uma palavra pra definr o que foi isso… me senti “um lixo” como pessoa e como profissional, me senti nos porões da ditadura, sendo interrogada e coagida… me senti num campo de concentração, sob a “máxima” de ou trabalha ou “morre” (lembrando que muitos morreram mesmo trabalhando), enfim, não sei mesmo descrever com precisão O QUE FOI / O QUE É ISSO QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A EDUCAÇÃO, NAS ESCOLA PÓLOS DESTE PROJETO E COM MEUS COMPANHEIROS ESPALHADOS POR AÍ ,AINDA TRABALHANDO NESTAS CONDIÇÕES!!!
parece que eu fui escolhida pra ser “bode espiatório”, deste sistema, ou quem sabe, exemplo do que está ocorrendo nos bastidores desta solução do governo…
depois que tomei conhecimento de que a mesma pessoa já havia “aprontado” outras coisas na escola, antes de falar comigo, o sindicato tomou conhecimento disto e do meu caso, me ofereceram suporte e orientação jurídica, fui levada a prestar queixa, contra o constragimento sofrido e tentar tomar precauções contra a possivel exoneração, retaliações, etc.neste mesmo dia, acabei dando entrevista pra duas emissoras de tv, eu não queria me expor, mas não teve jeito…terminei o dia na emergência de uma clinica na pituba, onde fui receitada com remédio tarja preta e obtive atestado para não trabalhar nos próximos dias, dado o meu estado físico e emocional.
de terça pra cá, quase não tenho dormido, tenho tido dias de angustia e de incerteza, sobre o hoje e o amanhã… minha mãe ficou horrorizada, em estado de choque, quando contei. muitos me dizem que eu fiz errado, que eu deveria ter me calado diante do constrangimento, acatado as “ordens” , não ter tentado argumentar e voltar pra sala, pra não sofrer consequencias… outros me dizem que fui corajosa, mas a partir de agora eu terei consequencias…
o que eu sei é que como pessoa e como profissional de História, não posso me calar diante das injustiças, de meus opressores, não posso, e não fiz, mesmo sabendo que sofreria as consequências, achar isso normal, abaixar a cabeça e voltar à sala de aula naquele momento soluçando de chorar!!! minha natureza jamais deixaria isso!!!
POR FAVOR COLEGAS DE ENSINO, ALUNOS E AMIGOS, DIVULGUEM MEU TEXTO, EU NÃO SEI O QUE ME ACONTECERÁ, EU NÃO SOU MELHOR DO QUE NINGUÉM, MAS QUERO QUE MINHA HISTÓRIA SIRVA DE EXEMPLO DE LUTA, DE RESISTÊNCIA E COM FÉ EM DEUS, DE SUPERAÇÃO!!!! OBRIGADO PELO APOIO QUE TENHO RECEBIDO.