Língua
Gosto de sentir a minha lígua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesias está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade (...)
(Caetano Veloso)
sábado, 20 de junho de 2009
Arcadismo
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O que é literatura
Língua Portuguesa e Literatura Brasileira Professora: Mara Virginia
O que é literatura?
“A literatura, como toda arte, é uma transformação do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças a imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social.
O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões das verdades fatuais. Os fatos que manipula não tem comparação como os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.
A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo passa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana”.
Afrânio Coutinho
01. Aristóteles, filósofo grego clássico, afirmava que “a arte é imitação”. Essa afirmação esta de acordo com o texto acima? Justifique sua resposta:
02. O texto afirma que o artista, ao recriar a realidade, estabelece uma outra verdade. Como é essa outra verdade?
03. Se alguém lhe perguntasse: “O que é literatura?”, o que você responderia? Justifique:
04. Cecília Meireles, poeta do Modernismo brasileiro, escreveu uma obra intitulada Romanceiro da Inconfidência, na qual nos reconta os episódios da Inconfidência Mineira. Veja este pequeno fragmento que fala do “ouro incansável”.
“De seu calmo esconderijo,
ouro vem, dócil e ingênuo;
torna-se p’, folha, barra,
prestígio, poder, engenho...
É tão claro! – e turva tudo:
Honra, amor e pensamento.”
Os versos de Cecília Meireles comprovam o que é dito no segundo parágrafo do texto de Afrânio Coutinho? Justifique sua resposta.
Modelo de avaliação
Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho
Aluno(a)_________________________________________ Série 1º Turma_______
Prof.ª Mara Virginia Avaliação III Unidade
1. Identifique a função da linguagem dos fragmentos abaixo:
a) Estou desesperado e sem saber o que fazer. Sem comida e sem água. Todos estão doentes e não consigo sair da tenda. __________________________________________________
b) VAMOS JUNTAR A FOME COM A VONTADE E COMER.
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c) Vozes veladas, veludosas vozes./ volúpias dos violões, vozes veladas...
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d) Interjeição ( subs. Fem.): palavra invariável ou sintagma que, com entonação peculiar exprime uma emoção. _______________________________________________________
e) “ minúscula lâminas de ouro encontradas em sítios arqueológicos na Escandinávia permitem que se saiba mais sobre a vestimenta, os cortes de cabelo e as praticas religiosas dos vikings”. ______________________________________________________________
2) Leia: A cidade ali está com seus enganos, / Seu cortejo de vícios e traições / Seus vastos templos, seus bazares amplos, / Seus ricos paços, seus bordéis – salões. ( Fagundes Varela. Poesias Completas. São Paulo, Nacional, 1957.)
Observe o fragmento e identifique os elementos da comunicação.
Emissor Receptor
Canal Código
Mensagem
3) Leia o seguinte poema e responda:
Lição sobre a água - Este líquido é água / quando pura / é inodora, insípida e incolor. / Reduzida a vapor. / sob tensão e a alta temperatura, / move os êmbolos das máquinas, que, por isso, / se denominam máquinas de vapor.
a) a palavra água tem valor conotativo ou denotativo? Justifique.
b) Por que o fragmento pode ser classificado como literário?
4) Indique se há conotação ou denotação:
a) O mergulhador afogou-se.
b) Afogou-se num mar de tristezas.
c) O garoto chutou a pedra.
d) Só existem pedras no meu caminho.
5) Relacione uma coluna com a outra:
( 1 ) metáfora ( ) Os mortais são covardes.
( 2 ) Catacrese ( ) Buscas a vida, eu, a morte.
( 3 ) Metonímia ( ) O manto negro desceu sobre o mundo
( 4 ) Antítese ( ) Embarcou no avião às 23 horas.
Boa Sorte!
Frases (orações)
terça-feira, 16 de junho de 2009
Texto 3: Leitura
Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho
Prof. Rozeane Ramos
Aluno(a)____________________________________
Série________ Turma____________
O nome é Vicente. Tem 14 anos e vive com a família em Acari, cidade do Rio Grande do Norte. A grande seca deixou os pais e irmãos de Vicente com um problema: comer. Vicente é um menino esperto, de olhos vivos. Tem inteligência incomum e visão das coisas surpreendentemente madura para um rapaz da sua idade. Sua experiência de vida, em Acari, é muito diferente da que tiveram os adolescentes que vivem no sul do país. Já saqueou lojas, no meio da multidão. Seu pai estava junto dele nesses ataques. Vicente defende o saque dizendo que a pessoa com fome tem o direito de se apropriar da comida, seja ela de quem for, esteja onde estiver.
O personagem descrito nas linhas acima saqueou armazéns no distante ano de 1970. Hoje tem 42 anos de idade, mas ainda conserva o apelido da infância, Vicentinho. Vicente Paulo da Silva, o presidente da Central Única dos Trabalhadores, metalúrgico há muitos anos e brasileiro com origem e história que estão longe de construir exceção. Neste exato momento, milhares de Vicentinhos estão experimentando a mordida da fome no semi-árido nordestino.
1 Faça um reflexão crítica sobre o problema da fome no Brasil.
Obs: Texto estraído de Jornal, mas desconheço a fonte.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Tipos de texto
Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho Redação 2º ano
Tipos de textos: Literário e Não-literário
Texto 1. O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
Texto 2: (...) Se o processo é tão fácil, por que a reciclagem do lixo não atingiu o seu nível máximo até hoje? A resposta é simples: falta de boa vontade política e social.
1. Leia e compare os textos, observando as características de um texto literário do não-literário.
domingo, 14 de junho de 2009
Colheita
Aluno(a)..................................................................... Série…..... Turma........
Colheita
Mãos no bolso e ombros encolhidos, Carlos Teodoro, 12 anos, tosse e sobe a ladeira de terra da Vila Santa Cruz, em Tabatinga, cidade-dormitório de bóias-frias que colhem laranja, na região de Araraguara. O menino vai ao centro de saúde. A falta de ar não o deixou dormir. No dia anterior, trabalhou na turma do Cebola, caminhoneiro que empreita mão-de-obra. Colheu 23 caixas, ganhando o equivalente a 12 centavos de dólar em cada uma. Foi sozinho, pois os pais são velhos e doentes. Colhendo em dupla, o trabalho rende mais: um fica no ponteiro; o outro, no barrado, abaixo, com o saco de lona pendurado ao ombro por uma tira. Quando a sacola fica cheia, o colhedor solta o fundo e derrama o conteúdo na caixa para o transporte no caminhão. Sem parceiro, Carlos teve de trabalhar dobrado.
“Fiquei suado e depois me molhei, por isso tô com essa tosse.”
Se ele não trabalhar, não há como pagar o aluguel, equivalente a 6 dólares, pelo cômodo de tábuas espaçadas e sem janela. O menino sustenta pai e mãe e mais um sobrinho pequeno. A família vive migrando em busca de vida melhor.
“Já passamos por um punhado de cidades. Em Goio-Erê, no Paraná, colhi algodão, já fui até servente de pedreiro.”
Em Tabatinga, só existem laranjas, com seu perfume pela manhã ou à noitinha, e a rotina dos colhedores indo e vindo em ônibus velhos e caminhões.
1. Onde se passa o fato?
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2. Quem é o personagem principal do texto?
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3. Quanto ganha o menino por uma caixa de laranjas?
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4. De quanto é o aluguel do quarto onde mora com a família?
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5. Cite um fato acontecido com Carlos Teodoro que mostre que sua família havia migrado.
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6. O texto refere-se à vida de que tipo de trabalhador, urbano ou rural?
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7. Marque com X a(s) alternativa(s) correta(s). Em meio a todas as dificuldades, o caso do menino trabalhador e especialmente cruel, porque:
a) criança tem menos força para fazer trabalho pesado;
b) criança tem de estar na escola, não no trabalho;
c) criança é mais frágil, pode adoecer com mais facilidade.
Obs: Desconheço a fonte do Texto, se alguém souber, avise-me que darei so devidos créditos, obrigada!